Indicação de Feliciano causa contenda entre religiosos.


É estranha a posição de certa parcela da população quando pretende transformar a indicação do deputado Marco Feliciano, para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, numa contenda religiosa. A queda de braço não tem a pretensão de desviar os holofotes dos malfeitos petistas, pois também estamos de olho nessa degenerescência.

Todos, numa democracia, temos liberdade plena de opinião e pensamento, assim como o pastor Feliciano. Porém, a causa da indignação de setores consequentes da sociedade civil é a transformação da presidência de uma comissão de direitos humanos e minoria, apresentar-se nitidamente impregnada dos preconceitos contra minorias cuja comissão pretende combater. Ademais, uma comissão política não é o púlpito da sua igreja, cuja condição de pastor favorece uma aceitação inquestionável das suas pregações. Vivemos numa democracia.
Ora, a situação do pastor Feliciano vai se complicando em coerência quando assistimos as suas pregações anteriores contra os negros depois de conhecer sua linhagem genética. E também a sua negação ao aborto, e conhecer o passado de aborteira da sua mãe (o que confirma a necessidade de acabar com essa prática criminosa de curiosas). Restando no rol de inconsistências a apresentação de um parente seu, mesmo distante, como homossexual.
Portanto, se há alguma lição a ser aprendida do episódio Feliciano, por alguns doutrinadores da fé, é que Cristo ou Jesus jamais agiria com tamanho preconceito ou virulência contra os seus próprios irmãos. Que Ele também fala por meio do povo, e nem sempre fala por aqueles que se pretendem seus procuradores. Que ao julgar e apontar um dedo contra o outro, há três dedos apontando contra si.
Alan Marques - 05.mar.2013/Folhapress
O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), eleito presidente da Comissão de Diretos Humanos
O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), eleito presidente da Comissão de Diretos Humanos


LEITORA ÂNGELA LUIZA S. BONACCI

FONTE - FOLHA DE SÃO PAULO

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