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Valdemiro pede 10% do salário que os fiéis gostariam de ter

Valdemiro SantiagoValdemiro Santiago (foto), chefe da Igreja Mundial, continua inovando na arrecadação de dízimo. Ele está pedindo na TV e em seus cultos que os fiéis deem em novembro e dezembro 10% do salário ou renda que gostariam de ter em 2013 [ver vídeo abaixo].

O trabalhador que gostaria de ter salário de R$ 3.000 — ele deu um exemplo — vai “devolver” [depositar na conta da igreja] R$ 300 nesses dois meses. 

“Acredite naquilo que ainda não aconteceu”, disse aos fiéis. “Deus fez com que Jacó ficasse mais rico que o seu patrão.”

Ele afirmou que os nomes de quem participar dessa campanha serão inscritos no “Livro dos Dizimistas” que será levado ao final de dezembro ao Monte Carmelo, em Israel. 

A criatividade de Valdemiro geralmente se expressa ao final do ano, quando os trabalhadores recebem o 13º salário.  Nesta época de 2009, por exemplo, ele inventou o que passou a ser chamado de “trízimo”: 10% para o Pai, 10% para o Filho e 10% para o Espírito Santo.

"Você vai dar 10% do salário que quer ter"


Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2012/11/valdemiro-pede-dizimo-do-salario-que-fieis-gostariam-de-ter.html#ixzz2VmVnE3Xu 

Estudo afirma que quem dá dízimo tem vida financeira mais saudável

Um estudo realizado nos Estados Unidos pelo State of the Plate, apontou que as pessoas que os dizimistas têm um maior controle de sua vida financeira do que as pessoas que não adotam a prática. O objetivo do estudo foi lançar um olhar mais atento sobre as práticas financeiras, espirituais e práticas de doação de pessoas que dão 10 por cento ou mais do seu rendimento para igrejas e instituições de caridade a cada ano.
Os resultados foram classificados como ‘sem precedentes’ por seus organizadores, que compararam dizimistas com não-dizimistas através de nove indicadores de saúde financeira, descobrindo que os dizimistas apresentavam resultados melhores em cada uma das categorias.
Entre os indicadores medidos pelo estudo, foi constatado que entre os dizimistas 80 por cento não têm contas de cartão de crédito não pagos, 74 por cento não devem nada em seus carros, 48 por cento possuem sua casa própria e 28 por cento estão livre da dívida.
- O estranho é, um dizimista olha para aquilo e diz para si mesmo: ‘Bem, eu estou melhor porque eu dou.’ O não-dizimista olha para aquilo e diz, ‘Oh, eles dão porque estão melhores”, disse Brian Kluth, responsável pelo estudo.
- Nunca antes este grupo foi estudado, e acho que para cada pastor e líder da igreja e líder eclesiásticos seria útil se eles entendem isso – afirmou Kluth ao The Christian Post.
- Estamos no meio de um declínio de 40 anos no percentual que os cristãos dão, e precisamos ver um movimento de generosidade nos Estados Unidos, que os cristãos abracem novamente a generosidade como um valor espiritual, mas não por causa do orçamento igreja, mas por causa da Bíblia. As igrejas tornaram o dar em torno do orçamento, e não se trata de orçamento, se trata da Bíblia. – completou.
A pesquisa, que foi conduzida pela “Generosidade Máxima”, entidade fundada por Kluth, e co-patrocinada por ECFA, Christianity Today and Evangelical Christian Credit Union, gerou um relatório completo de 27 páginas, intitulado “20 Verdades sobre dizimistas”, que mostrou também que entre os cristãos que não dizimam e têm dificuldade em dar, 38 por cento dizem que é porque eles não podem pagar, 33 por cento dizem que tem muita dívida e 18 por cento dizem que o seu cônjuge não concorda com o dízimo.
Outro dado levantado pelo estudo foi que 70 por cento fazem suas doações com base em sua renda bruta ao invés de seus rendimentos líquidos, e 77 por cento dão mais do que os 10 por cento tradicional.
A estimativa é de que há nos EUA 10 milhões de cristãos que dizimam totalizando um valor de mais de US $ 50 bilhões por ano.
Por Dan Martins, para o Gospel+

Receita e MP já investigaram Malafaia por suspeita de desvio de dízimo

suspeita de desvio de dízimo

O pastor Silas Malafaia, 53, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi investigado em 2007 cinco vezes – duas pela Receita Federal e três pelo Ministério Público Federal -- por suspeita de ter desviado dinheiro arrecadado com o dízimo e por ter se aproveitado da crendice popular.

Malafaia admitiu ter havido erro nas contas de sua igreja – mas não por culpa de dele, e sim, do seu contador, que, disse, deixou de recolher um tributo.

“Paguei tudo [o tributo devido] no outro dia sem contestar”, disse ele à jornalista Daniela Pinheiro, que escreveu para a revista Piauí uma longa reportagem sobre o pastor, entrevistando-o, inclusive. Não foi revelada a quantia envolvida no suposto erro do contador.

Na entrevista, Malafaia se vangloriou de conseguir doações de alto valor. Contou que em abril pediu oferta de R$ 100 mil para pagar uma promissória de R$ 1,5 milhão que ia vencer e em menos de uma semana obteve a soma. “Ralé que doa R$ 100 mil... As pessoas não têm ideia do que está acontecendo no meio evangélico”, disse.

Dublado em inglês, o programa de TV do pastor passa em uma rede evangélica internacional, atingindo cerca de 200 países via satélite. No Brasil, é transmitido pela Rede TV!, Band e CNT.

A Vitória em Cristo capta em oferta e doações de fiéis R$ 40 milhões por ano. O pastor disse que faz questão de não receber salário da igreja, nem usar verbas para despesas pessoais.

Afirmou que vive do dinheiro de sua empresa, a Editora Central Gospel, cujo catálogo tem cerca de 600 títulos, entre livros (incluindo Bíblias), CDs e DVDs. O próprio Malafaia é autor da maioria dos livros. Recentemente, a Avon comprou 400 mil exemplares para vendê-los de porta em porta, juntamente com seus produtos de beleza. Mas é o programa do pastor que garante as vendas da editora.

Não é bem verdade que Malafaia não use verbas da igreja, porque ele e sua família viajam pelo Brasil e exterior no avião que a Vitória em Cristo comprou de segunda mão nos Estados Unidos em 2010 por US$ 4 milhões (R$ 6,8 milhões). Trata-se de um jato Gulfstream III. Tem autonomia para oito horas de voo, doze lugares, sofá, cozinha, sistema individual de entretenimento. É um “favor de Deus”, conforme está escrito em inglês na fuselagem.

A Associação Vitória em Cristo, que é a administradora da igreja, e a Editora Central Gospel funcionam em um mesmo prédio de 40 mil metros quadrados em Jacarepaguá, bairro da zona norte do Rio. Os diretores de uma e outra são da família de Malafaia.
Os fiscais da Receita Federal, que estiveram no prédio em 2007, provavelmente tiveram alguma dificuldade em saber onde termina a igreja e começa empresa Central Gospel.

Com informação da revista Piauí (só para assinantes).

TST condena Universal por acusar sem prova pastor de ter furtado dízimo

A Sétima Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) condenou a Igreja Universal a indenizar por danos morais um pastor por acusá-lo sem prova de ter furtado dízimo.

O funcionário começou a trabalhar em um templo da Universal como técnico de som em setembro de 1992, sendo promovida nesse mesmo ano a pastor, função que exerceu até 2005.

Além de pregar o Evangelho, o pastor fazia a contabilidade do montante de dízimo, conferindo “as metas de arrecadação estabelecidas”, conforme consta nos autos. Ele também era responsável pelo recolhimento do dinheiro arrecadado nas cidades da região de Campinas (SP), transportando-o para o departamento financeiro da igreja, em São Paulo.

Na presença de sua mulher, o pastor foi demitido por um bispo que disse poder provar o desvio do dízimo porque tinha colocado cédulas marcadas no montante.

O bispo pediu que seguranças armados fossem a Campinas e conferissem cédula por cédula, e não havia desaparecido nenhuma. Os seguranças também fizeram uma busca na casa do pastor – “quebraram móveis” -- e nada encontraram.

Mesmo assim o bispo demitiu o pastor, que morava em uma casa da igreja – ele foi colocado na rua.

O pastor recorreu à Justiça do Trabalho reivindicando vínculo empregatício, o que a 12ª Vara de Campinas negou, mas reconheceu ter havido danos morais, estabelecendo a indenização. A sentença foi agora confirmada pelo TST. Não cabe mais recurso.