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Silvio Santos não aluga SBT para igrejas por questão religiosa

Senor Abravanel, nome de batismo do apresentador Silvio Santos, não é a única coisa que o grande público não conhece a respeito do empresário. Silvio é descendente de judeus, e segue a religião de seus ancestrais, mesmo sendo casado com uma evangélica, a autora de novelas Irís Abravanel.

Numa de suas raras entrevistas, Silvio Santos falou que não aluga horários no SBT para igrejas evangélicas por uma questão de princípios religiosos.

“Judeu não deve alugar a televisão para os outros. Você não sabe que os judeus perderam tudo quando deixaram outras religiões entrarem em Israel? A história é essa: no dia em que os judeus começaram a deixar que outros deuses fossem homenageados em Israel, os babilônios foram lá e tiraram o templo e jogaram os judeus para fora. O judeu não pode deixar que na casa dele tenha outra religião. É por isso que não deixo nenhuma religião entrar no SBT”, afirmou à Folha de S. Paulo.

Silvio Santos comentou ainda sobre a disputa pelo segundo lugar de audiência com a TV Record, que atualmente atravessa crise financeira: “Estamos lutando. O lugar [no ranking] é importante, mas a administração [correta da empresa] é melhor. A Record está perdendo um dinheirão. Por quê? Porque está administrando mal. Está jogando dinheiro fora [risos]“, disse o apresentador.

Segundo Silvio Santos, existem propostas para fazer um filme sobre sua história de vida, mas ele não aceita: “Por que eu não dou entrevista, não concordo com livro sobre mim, com filme? Se nenhum advogado, nenhum médico ou professor é cercado de todas essas regalias, eu também não devo ser”.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Kaká estaria se afastando da igreja para se dedicar mais ao futebol

Passando por uma difícil fase em sua carreira, o jogador evangélico Kaká atualmente não tem tido muito espaço no Real Madrid, e amargura o banco de reservas do time espanhol. Para reverter sua situação profissional, o jogador teria decidido se afastar um pouco da igreja na qual congrega, para dedicar mais tempo aos treinamentos.

De acordo com o jornal espanhol El Confidencial, Kaká declarou a algumas semanas que quer fazer uma reformulação na sua vida, e a decisão do atleta é de diminuir a relação que tem com a igreja evangélica onde congrega.

A decisão do jogador em reorientar sua vida religiosa é motivada pela vontade de deixar o banco de reservas e voltar a ser titular do Real Madrid, segundo o Acontecer Cristiano. Por esse motivo ele teria decidido diminuir um pouco as suas obrigações religiosas.

Kaká sempre foi conhecido no mundo inteiro por sua forte ligação com a religião, e por fazer doações milionárias a igrejas e entidades religiosas. Segundo o jornal espanhol, sua decisão em deixar os compromissos com igreja, será para se dedicar mais ao futebol e assim garantir que ele não continue no banco de reservas mordendo as unhas e assistindo os jogos.

Para revitalizar sua carreira, o atleta está também mais disposto a ouvir propostas. Um dos últimos clubes interessados em seu passe, como publicado pelo El Confidencial, foi o Corinthians. Mas a equipe de São Paulo não fez a melhor oferta dentre outras, para levar o atleta. O Arsenal de Wenger é o time que mais tem interesse. Porém, as informações são de que Kaká deve permanecer por mais algumas temporadas no Real Madrid.

Por Dan Martins, para o Gospel+

Marina Silva afirma que não quer ser candidata para os evangélicos

A ex-ministra Marina Silva, que atualmente lidera a criação do partido Rede Sustentabilidade, concedeu recentemente uma entrevista na qual falou sobre as manifestações que eclodiram em todo o país, e também comentou sobre suas perspectivas políticas e sobre ser considerada uma líder evangélica na política.

A entrevista ocorreu em Teresina o Piauí, onde Marina esteve presente para debater questões ambientais do estado e sobre seu novo partido. Marina falou sobre a proposta da #Rede e as atuais manifestações que o Brasil enfrenta.

- Quanto aos jovens que fazem a mobilização contra o aumento da passagem de ônibus, a gente sabe que o que está em jogo não são os 20 centavos. Porque como diz o Victor Hugo “nada é mais potente que as ideias cujo tempo chegaram”, só que as ideias cujo tempo chegam, precisam de pessoas que se disponham a elas. Eu aprendi na minha região, que ideias são como as águas dos grandes rios, quando elas são represadas elas não ficam paradas elas viram pororocas, e agora nós temos uma grande pororoca das mobilizações, que tem uma causa específica. Os manifestantes não são espectadores da política – afirmou Marina.

Questionada sobre sua possível candidatura à presidência nas próximas eleições, ela afirma que esse não é seu foco imediato, e que pretende dar uma contribuição mais profunda à política nacional do que uma simples disputa eleitoral pelo poder.

- Estou focada na contribuição política, e não é uma perspectiva de curto prazo e simplesmente eleitoral, é uma contribuição para esse novo sujeito político. As eleições fazem parte e no momento certo nos vamos discutir essa questão, mas eu sou contra a antecipação das eleições. Parece que as pessoas não conseguem fazer um intervalo e estão viciadas em estar disputando o poder pelo poder. Esse é o momento de se discutir saúde, educação, saneamento, segurança – afirmou a líder da Rede.

Outro assunto sempre em pauta nas entrevistas de Marina é o fato de ser considerada uma líder evangélica na política. Ela afirma ser “contra a ideia de que se você é um deputado apenas de um segmento, ou senador de um segmento”.

- Nós vivemos em um estado laico. E um estado laico é para defender o direito e os interesses de todos os cidadãos – afirmou Marina ao Blog Gospel, do site Meio Norte.

- Cristãos são cidadãos, mas os ateus também são cidadãos. Então num estado laico a política é para defender o direito de todas as pessoas e a constituição já assegurou a liberdade religiosa para todas as pessoas, que é o que nos interessa no ponto de vista da democracia – completou, afirmando que não se pode criar “uma ideia de favorecimento a apenas algum grupo”.

Por Dan Martins, para o Gospel+

Homem doa 400 litros de sangue como forma de agradecer a Deus

Recentemente um norte-americano completou a incrível marca de 100 galões de sangue doados ao longo de 36 anos de doação, o equivalente a cerca de 380 litros. Harold Mendenhall doou seis galões de sangue todos os anos desde 1977, e no mês passado atingiu sua meta.
Mendenhall, de Riviera Beach, na Flórida, doou mais de 400 vezes para alcançar seu objetivo nobre e altruísta iniciado em 7 de julho de 1977. Hoje com 84 anos de idade, ele afirma ter começado a doar sangue como forma de agradecer a Deus pelas bênçãos que recebeu, sobretudo por sua saúde.
Mendenhall começou a doar sangue quando sua esposa, Frankie, foi diagnosticada com câncer de mama em 77. Após a morte de sua esposa, ele também perdeu dois de seus cinco filhos: de 47 e 53 anos de idade. Agora, ele diz que continua a doar como forma de homenagear a todos eles e celebrar a sua própria saúde.
Por alguma razão, eu ainda estou aqui e eu sou grato. Essa é uma das razões pelas quais eu mantenho a doação – disse à The Palm Beach Post.
Homem doa quase 400 litros de sangue como forma de agradecer a Deus por suas bençãosMendenhall é bem conhecido em um hemocentro em Lake Park, na Flórida, onde ele vai para doar com frequência. No entanto, ele não doa apenas sangue, o que exigiria uma espera de 56 dias entre as doações. Ele doa plaquetas, que são mais demoradas para extrair do sangue.
Doadores de plaquetas podem doar dois litros de sangue de cada vez. As plaquetas são extraídas num processo chamado aférese que leva cerca de duas horas e, em seguida, o fluido remanescente é transferido de volta para o dador. As plaquetas geralmente vão para pacientes com cânceres no sangue, como a leucemia.
Mendenhall afirma que é a sua maneira de dar a volta, quando lhe foi dado tanto.
- Dar sangue só pode ser feito por um ser humano, de modo que tem sido o meu retorno à minha trajetória e minha boa saúde, e todas as bênçãos que eu tive – disse ele ao The Post.
Por Dan Martins, para o Gospel+

Marília Gabriela afirma que religião é causa de hipocrisia brasileira.

Silas Malafaia com Marília GabrielaÀs vésperas de lançar um programa de TV no qual irá promover debates sobre o sexo, a jornalista e apresentadora Marília Gabriela afirma que pretende desmistificar o assunto em uma época em que o Brasil passa por um retrocesso moral a respeito do tema, e atribui tal retrocesso à religião.

As afirmações da apresentadora foram feitas durante uma entrevista realizada estúdios do SBT, em São Paulo, para promover o lançamento de “Gabi Quase Proibida”.

- Acho que veio bem a calhar porque ontem foi aprovado esse projeto da ‘cura gay’. As religiões hoje em dia estão promovendo uma caça às bruxas. E o programa pretende discutir de onde vem essa hipocrisia brasileira em relação ao sexo. Eu digo de onde vem: da culpa causada pela religião – afirmou a apresentadora.

Ela revelou ainda que a ideia do programa surgiu em 2004 quando, depois de uma visita ao Museu do Sexo, em Nova York, e ofereceu à Globo a ideia de fazer um programa sobre o tema, mas teve a proposta rejeitada.

Marília Gabriela afirma que religião é causa de “hipocrisia brasileira em relação ao sexo”- Achei que podia ser um programa de utilidade pública. Mas o Otávio Florisbal [diretor-geral da Globo] consultou o conselho da emissora e acharam que não valia. Quero mostrar que esse assunto também é de interesse das pessoas e que não é preciso se envergonhar – explicou Marília Gabriela.

Os convidados para as primeiras edições do programa serão Ney Matogrosso, o padre Beto, que foi excomungado pela igreja católica por defender os homossexuais, e a cantora Daniela Mercury. Segundo o UOL, o programa terá como formato entrevistas com até duas pessoas, da mesma forma que acontece no “De Frente Com Gabi”.

- Eu vou começar com pessoas famosas para atrair a atenção do público. Mas eu vou também trazer pessoas que não são conhecidas, mas que tenham algo a dizer sobre o assunto. Por exemplo, outro dia eu estava no teatro e encontrei um amigo meu da época da faculdade, lá em Ribeirão Preto, e perguntei para ele como estava a vida. E ele me respondeu que estava sobrevivendo a AIDS havia 28 anos. Perguntei se ele me daria entrevista e ele topou – detalhou a apresentadora.

CRÉDITOS - Por Dan Martins, para o Gospel+

Parada gay registra protestos contra o Marco Feliciano e papa Francisco

A 17ª edição da Parada Gay em São Paulo contou com público abaixo do esperado e presença de políticos, artistas e protestos contra o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e o papa Francisco.
Cartazes com frases como “Fora Feliciano” estavam presentes em todo o percurso da passeata, e no discurso de representantes do movimento LGBT, houve protestos contra o que os ativistas gays classificam de “fundamentalismo religioso”.
Os organizadores do evento anunciaram que o público esperado era de 4 milhões de pessoas, e ao final do evento, anunciaram que devido a chuva, a quantidade de participantes havia sido de 3 milhões. A Polícia Militar não anunciou dados referentes medição de público.
O jornal Folha de S. Paulo publicou estatística do instituto Datafolha, que mediu a quantidade de participantes pelo segundo ano seguido, e chegou à conclusão que a quantidade de presentesdiminuiu em relação ao ano anterior.
Segundo o Datafolha, 220 mil pessoas participaram da Parada Gay ontem, contra 270 mil de 2012. A queda representa uma redução de 18,5% de participantes.
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) foi um dos que mais abordaram o tema, segundo informações do site Surgiu. “Nós somos muitos e não somos fracos”, disse o ex-BBB, que estava num trio elétrico acompanhado da ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT-SP); o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT); e do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB).
Haddad, conhecido por ser o ministro da Educação que liberou a elaboração do kit gay, afirmou que o evento era uma maneira de se posicionar contra o preconceito: “Existe amor em São Paulo. Vamos lutar contra toda forma de intolerância. Viva São Paulo na luta pela liberdade”.
Haddad polemizou ao comparar as bandeiras homossexuais com as levantadas pelo cristianismo ao longo do tempo: “Assim como os homossexuais, os judeus, os cristãos, os negros e as mulheres já tiveram que defender seus direitos ao longo da história”, afirmou. “Quem não compreende isso terá que se render aos fatos. O ser humano nasceu para ser livre e será livre”, disse o prefeito.
O estilista José Roberto Fernandes, 62 anos, fantasiou-se de papa Francisco para protestar contra a forma como a Igreja Católica se posiciona a respeito do tema: “Sou católico e acredito que a igreja deveria se abrir mais ao que está acontecendo. Fiz uma homenagem ao Papa. Meus amigos argentinos dizem que ele é um tanto radical à nossa causa. Quero ir para o Rio de Janeiro na Jornada da Juventude, mas não assim. Senão seria excomungado”, disse à reportagem do portal Terra.
A cantora Daniela Mercury, que recentemente assumiu um relacionamento homossexual, foi uma das que mais atraíram a atenção dos participantes do evento. Ao cantar a música “Qualquer maneira de amor vale a pena”, de Milton Nascimento, Daniela protestou contra o pastor Marco Feliciano por sua postura contrária ao casamento gay: “Feliciano, qualquer maneira de amor vale a pena”, disse, segundo informações do G1.
O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), Fernando Quaresma, aproveitou para criticar o Congresso Nacional e também os parlamentares da bancada evangélica: “Enquanto o Judiciário faz justiça, o Congresso se omite e o fundamentalismo religioso tem prevalecido na Casa. O Estado é laico e lugar de religião é na igreja”.
Entretanto, apesar do clima de debate político no evento, as críticas feitas por quem discorda da bandeira dos ativistas gays se estenderam sobre todos os aspectos da Parada Gay. O jornalista Reinaldo Azevedo repudiou o uso das questões envolvendo o pastor Marco Feliciano como “espantalho” por parte dos organizadores.
“Até ontem, os jornais falavam que eram esperadas 3,5 milhões de pessoas na Parada Gay de São Paulo. Apareceram, segundo os critérios técnicos adotados pelo Datafolha para medir concentração de público, 220 mil — 50 mil a menos do que em 2012. E olhem que se tentou, de todos os modos, usar a figura do pastor Marcos Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, como o espantalho que é chamariz. Sabem como é, estava frio, garoando… A cobertura da imprensa, inclusive das TVs, fazia crer que o número aloprado divulgado pela organização do evento estava certo: 5 milhões de pessoas!!! Vale dizer: a turma multiplicou o público presente por quase… 23 vezes. Terá sido só o frio?”, ironizou.
Sobre o baixo público no evento, Azevedo seguiu ironizando em sua dura crítica: “Pode ter sido certo enfaro, não é? Até dos gays não sindicalizados podem estar um pouco cansados. A imprensa brasileira, a paulistana em especial, vive numa parada gay permanente. E sempre tratando a questão em tom militante. A “causa”, hoje, foi adotada pelo establishment. O Supremo, contrariando a Constituição, reconheceu a união civil. O CNJ, numa decisão escandalosamente inconstitucional, decidiu obrigar os cartórios a fazer casamento — Luiz Fux alegou um dito erro formal e recusou uma liminar contra a decisão”, escreveu, em sua coluna na revista Veja.
Confira imagens da Parada Gay:
protesto feliciano parada gay 3
protesto feliciano parada gay 2
protesto feliciano parada gay 1
papa parada gay 2013
Manifestante fantasiado de papa Francisco em protesto à postura da Igreja Católica sobre a homossexualidade
fernando haddad - jean wyllys - marta suplicy - parada gay 2013
jean wyllys - marta suplicy - parada gay 2013
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Projeto de lei que regula religião é chamado de 'indecente'

por Iara Farias Borges
da Agência Senado

Projeto de livre exercício de crença
desagradou até líderes religiosos
O projeto de lei que trata do livre exercício de crença e cultos religiosos (PLC 160/2009), do deputado George Hilton (PRB-MG), recebeu críticas dos participantes de audiência pública que discutiu o assunto na quinta-feira (23) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Apesar de apresentarem motivações diferentes, os representantes de diversas instituições religiosas e do governo manifestaram sua contrariedade à proposta e pediram sua rejeição.

Diante do resultado da audiência, o relator do projeto, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), disse que vai se reunir com a consultoria para decidir o rumo de seu relatório, que, segundo ele, pode ser pela rejeição da proposta. O senador pediu que representantes de congregações religiosas que não estiveram presentes à audiência enviem contribuições para a elaboração do relatório.

Na opinião do professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luiz Antonio Cunha, o projeto de lei é “incorrigível”. Ele declarou que a regulação de crenças só é admitida quando há constrangimento ao direito dos cidadãos de professar sua fé ou quando existe controle estatal na área religiosa. Nenhuma dessas hipóteses, observou, é verificada no Brasil, uma vez que "o país é privilegiado quanto respeito à liberdade religiosa".

"O Brasil não está em nenhuma das duas situações. Trata-se, portanto, de uma situação esdrúxula", disse o professor.

Em sua opinião, o projeto é "mimético", por fazer uma adaptação apressada do tratado assinado entre o Brasil e a Santa Sé, em 2008; "indecente", por conferir privilégios a determinadas instituições religiosas sem que haja contrapartida ao interesse público; e "pueril", por tentar estender a outras instituições religiosas os benefícios recebidos pela Igreja Católica. Ele também discorda do artigo que prevê ensino religioso obrigatório, pois, em sua opinião, o dispositivo afronta a liberdade de opinião.

O representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Hugo Sarubbi, ressaltou que ter ou não uma crença está entre os direitos fundamentais do brasileiro. Em sua opinião, a proposta coloca este direito em segundo plano, ao permitir a "ingerência estatal no modo de professar a fé das pessoas". Em sua opinião, o projeto padece de vício de origem por ser “apressado, oportunista” e inadequado às diferentes instituições religiosas.

Para o representante da CNBB, a proposta é uma cópia do acordo realizado entre o Brasil e a Santa Sé, dois estados soberanos. Acordos e tratados internacionais são comuns, enfatizou, e o documento assinado não prejudica nenhuma congregação religiosa. Ele ainda ressaltou a importância das instituições religiosas quanto à assistência social, segundo ele atribuição do Estado que não é cumprida com eficiência.

"Um Estado que não consegue ministrar aula de Português e Matemática quer ingerir na fé?", questionou o representante da CNBB.

Com opinião similar, o representante da Federação Espírita Brasileira (FEB), Flamarion Vidal, relatou que as casas espíritas prestam assistência social porque o Poder Público não atende às necessidades básicas do cidadão. Segundo ele, as instituições religiosas são impedidas de fazer caridade em razão do preconceito de alguns gestores públicos. Por isso, ele defendeu a regulamentação da prestação de caridade pelas instituições religiosas, já que a Constituição estabelece a laicidade do Estado, mas não regula a atuação das instituições.

Para a coordenadora de Política de Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Marga Stroher, por não mencionar a laicidade do Estado, a proposta pode ameaçar a democracia e a liberdade religiosa no país.

Marga Stroher lembrou que o Brasil possui cerca de 15 milhões de cidadãos que se dizem ateus ou agnósticos, que em sua opinião acabam pagando pelos "privilégios" recebidos por entidades religiosas. Segundo ela, entidades recebem isenções, apesar de possuírem um “império midiático lucrativo”.

Ainda, em sua opinião, a educação religiosa deveria ser retirada da Constituição e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996), pois é ministrada de forma confessional e a sua inclusão no currículo escolar é “interesseiro e direcionado à matriz católica”. Também a assistência espiritual em hospitais e presídios, segundo ela, não deve ser feita de forma massiva, mas quando é solicitada pela pessoa.

- Não é a religião que garante ética, bom caráter, uma formação adequada para o sujeito. O que vem em princípio é a nossa humanidade, isso que nos garante como seres éticos e comprometidos com a sociedade, com os semelhantes, com o próximo, e não como se um credo tornasse, automaticamente as pessoas melhores – afirmou.

Na opinião da representante da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU), Cacilene Aparecida Nobre, a proposta poderá criar dificuldades entre as religiões em vez de respeito mútuo. Para ela, o projeto de lei pode ter sido apresentado para favorecer interesses pessoais, uma vez que a intervenção estatal nas crenças não vai contribuir para a valorização da vida e o respeito ao próximo.

A proposta não atende aos adeptos do candomblé, declarou o representante da religião de matriz africana, Francisco Aires Afonso Filho, uma vez que hão há uma hierarquia na estrutura dos centros e casas onde se realizam os rituais. Ele também observou que a previsão constitucional já garante a liberdade de crença e práticas religiosas, sem a necessidade de haver uma organização institucionalizada da crença.

Para o juiz Roberto Arriada Lorea, a Constituição já garante inviolabilidade de consciência e de crença. Ele acrescentou que o Estado não pode impor uma confissão religiosa às pessoas.

Em abril, o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) cobrou a votação do PLC 160/2009, chegando a apresentar um pedido de tramitação em regime de urgência para a matéria. Suplicy pediu mais tempo para realizar uma nova audiência pública - a desta quinta-feira - e os líderes disseram que tentariam colocar a proposta em votação no prazo de 30 dias.


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Igreja Caverna do Rock atrai jovens com louvores em heavy metal


Localizada na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, a Igreja Caverna do Rock tem atraído vários jovens e chamado a atenção da mídia local. Tanto que nesta segunda-feira, 3, o ministério foi destaque no programa MGTV da rede Globo de Minas.
O ministério começou há nove anos e é comandado pelo pastor Simion, cabeludo e tatuado o líder do ministério se parece com o público que frequenta seus cultos. Outro diferencial dessa igreja é que os louvores são tocados no ritmo que atrai os roqueiros da cidade que pulam e dançam antes de receberem a palavra.
“A sensação que a gente tem é de liberdade. Liberdade para a gente estar adorando a Deus com tudo que a gente tem, com nosso corpo, com nosso coração e com nossa música”, disse a estudante Ísis de Oliveira Silva na reportagem.
O ministério atrai até mesmo aqueles que não acreditavam em Deus, como foi o caso do músico Josué dos Santos. “Eu não acreditava em Deus e foi através da Palavra que houve uma modificação, comecei a praticar a oração e trazer mais a galera para cá e acabar com essa coisa de violência,” testemunha.
Assista a reportagem:
Fonte: Gospel Prime

Rio terá 600 professores de religião para ensinar 'valores morais'

A Câmara dos Vereadores do Rio aprovou ontem (29) projeto de lei de autoria do Executivo que cria um quadro permanente de professores de religião para as escolas públicas. O município vai contratar por concurso público  600 professores para, de acordo com o projeto, ensinar “valores morais e éticos”, além dos espirituais.

Os candidatos a professores terão de ser formados em sociologia, filosofia ou história. Bacharéis em teologia também poderão se inscrever no concurso. A carga horária será de 16 horas semanais.

Uma emenda de autoria do vereador Jorge Braz (PTdoB) ao projeto de lei obriga as escolas a fixarem cartazes com a informação aos pais de que a matricula de seus filhos no ensino religioso é facultativa.

Em março, o Conselho Municipal de Educação do Rio emitiu um parecer desaconselhando a implantação da matéria até que o STF (Superior Tribunal Federal) julgue ação de inconstitucionalidade sobre o tema movida pela Procuradoria Geral da República.

Contudo, o parecer não foi levado em conta pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), que manteve a tramitação do projeto de lei. Do total de 51 vereadores, 28 votaram pela aprovação.

O teor do projeto de lei expressa o que Paes pensa sobre o ensino religioso. Em entrevistas, ele tem afirmado que esse tipo de ensinamento ajudará no combate à criminalidade, que é decorrente, entre outras coisas, segundo ele, de uma crise moral da sociedade.

Em uma audiência pública realizada em junho com a participação de líderes de várias religiões, a maioria deles foi contra a implantação do ensino religioso por entender que serviria como plataforma para o proselitismo católico, como ocorre em outras cidades do país.

Com informação das agências e deste blog.
Creditos:Paulopes